Archive for novembro 30, 2007

O Parque de Pituaçu, é a maior reserva ecológica dentro do perímetro urbano de Salvador

O Parque de Pituaçu, criado em 1973, pelo governador Roberto Santos, pelo Decreto Estadual nº. 23.666 de 04/09/73, com 660 hectares, para proteção do manancial hídrico, preservação da natureza e realização de atividades científicas, educativas e recreativas, é a maior reserva ecológica dentro do perímetro urbano de Salvador. Hoje, conta com apenas 425 hectares , um cinturão de Mata Atlântica, com uma grande variedade de árvores frutíferas, dendezeiros e palmeiras diversas e abriga a repressa de Pituaçu construída por Teodoro Sampaio em 1906 para abastecimento da cidade no governo de Gomes Carneiro da Rocha.
Grande parte da área é representada pelos mananciais da represa de Pituaçu, barrando as águas do rio do mesmo nome e de seus pequenos afluentes. A altitude da área é variada, situando-se os pontos mais elevados nas cotas 45m a 50m e os mais baixos, em torno de 5m acima do nível do mar. A represa de Pituaçu se assemelha a um trevo de 4 folhas, circundada por uma topografia de pequenas colinas, característica de Salvador com vista para o mar aberto. Solo, vegetação e lagoa, já foram, de certa forma, descaraterizadas de sua forma primitiva, devidos a sucessivos desmatamentos, queimadas, lavouras e capoeiras. Os remanescentes da Mata Atlântica ombrófila densa e ecossistemas associados como manguezais, restingas, brejos são as formações vegetais que ocorrem nesta região, e o Parque de Pituaçu representa um fragmento deste ecossistema.
Com o papel dado ao Parque, frente ao contexto urbano em que está inserido, foi de dotar a região metropolitana de Salvador de uma área destinada a atender ao lazer, com uma ciclovia de 18 quilômetros, um playground com equipamentos de lazer para a criançada , um píer com pedalinhos e uma área de 55 hectares com um centro comercial, quiosques de água de coco e acarajé e módulos compostos de lanchonetes, sorveteria, restaurante e bar. Tudo isso aliado a sistemas de sinalização e iluminação adequados. No local também está situado o Espaço Cravo, um museu a céu aberto que conta com um acervo de 800 peças e outras 200 cedidas ao Estado da Bahia pelo próprio artista plástico Mário Cravo, as quais constituem-se de totens vegetais, objetos alados e tridimensionais, desenhos, pinturas, projetos arquitetônicos e produção em multimídia.

Mas a chave da questão tem sido encontrar um ponto de equilíbrio entre as alternativas de lazer que o parque é capaz de proporcionar à população e sua preservação, restauro e utilização racional dos recursos naturais; priorizar o uso ecologicamente sustentado dos recursos naturais, visando a satisfação das necessidades básicas, presentes e futuras, com a máxima participação das comunidades residentes e próximas ao parque.

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